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Monday, September 15, 2008

Quanto Vale uma Vida?


Depois de bastante tempo sem postar, eu apareço. Mas tenho uma justificativa plausível. Tanto tempo longe daqui, com muito tempo pra reflexões... isso me rendeu inspiração de sobra pra contar minha história e pra reinvidicar por um direito de todo ser humano: o direito à vida. Eu espero que vocês leiam essa crônica, texto, artigo... sei lá... mas leiam com carinho e que ela possa fazer vocês refletirem bastante acerca de tudo, assim como eu tenho refletido.




Quanto Vale uma Vida?


(Clique na imagem acima para visualizá-la em tamanho real)


Olá pra você que estiver lendo isso! Eu me chamo Igor José Lima Martins, tenho 21 anos, moro no Acre e felizmente eu posso escrever essas linhas agora, porque eu poderia não estar aqui para contar a minha história e porque os últimos 2 meses foram os mais loucos de toda a minha vida. Primeiramente, perdi alguém que amava muito. Um mês depois, passei mal e fiquei muito doente, vítima de inúmeras negligências que poderiam ter tirado a minha vida.

Como todo jovem da minha idade, eu trabalhava, estudava e adorava estar com meus amigos para me divertir. Há dois meses, estava na casa de um deles, e estávamos conversando e brincando, quando de repente, eu desmaiei. Já estava sentindo dores de cabeça atípicas há quase um mês e até já tinha consultado uma médica. Senti uma dor muito forte no meio da minha testa e não lembro mais de nada. Segundo meus amigos, eu fiquei desacordado durante muitos minutos e vomitei bastante. Eu me lembro de pouca coisa: de vê-los me chamando e falando que a ambulância já estava a caminho. Já haviam chamado a ambulância uma vez e o atendente, só porque a casa onde eu estava era próxima ao Pronto Socorro, queria que meus amigos me levassem pra lá de carro. A minha amiga que ligou explicou que não era possível, porque eu sou gordo, ela não sabia se eu tinha me machucado ao desmaiar e eu estava no segundo piso da casa. Demoraram mais de 15 minutos, eu continuava desacordado e eles não chegaram. Até que essa mesma amiga ligou de novo e resolveu falar grosso com eles: que se eles não aparecessem em menos de 5 minutos lá, ela chamaria a imprensa e iria processá-los. Mais que rapidamente, eles chegaram, mas mesmo assim, mesmo eles vendo que eu estava sem forças pra me levantar da cama, um dos caras da ambulância falou: “bora... levanta, que você vai caminhando!”. Eu não sei de onde tirei forças naquela hora, mas consegui me levantar com muito custo e ir descendo as escadas até a ambulância.

Pra falar a verdade, eu não me lembro de muita coisa. Se eu sei de tudo isso que estou contanto e vou contar com detalhes, é porque meus amigos ou a minha família estavam lá, testemunhando cada acontecimento e me disseram tudo. Mas, continuando... entrei na ambulância e, chegando ao PS, me colocaram numa cadeira de rodas e uma enfermeira lá de dentro disse: “vâmo, vâmo... levanta daí! E não tem cama pra você deitar”. Como ela viu que eu mal conseguia me mexer, ainda arriscou um “no máximo, posso achar uma cadeira pra você sentar!”.

Eu já tinha ouvido as pessoas reclamarem do atendimento nos postos de saúde daqui, mas nesse dia, eu senti na pele o que milhares de acreanos que dependem da saúde pública passam. O que eu acho impressionante é ver um profissional que escolheu lidar diretamente com a saúde das pessoas, com as vidas delas, e não tratar ninguém bem. O que ele ainda está fazendo que não abandonou a profissão pra fazer outra coisa? Você fica tão fragilizado quando está doente e ainda tem que agüentar humilhação? Fiquei 2 horas no PS, mas como eu me lembro de pouca coisa, foi como se tivessem sido 15 minutos. E que por sinal, foram os “15 minutos” mais tristes e humilhantes da minha vida.

Mais tarde, chegaram os meus familiares no PS e a minha irmã, vendo o meu estado, sentado num banco, com meu amigo segurando um soro, ficou revoltada e foi lá onde estavam as enfermeiras. Trataram mal a minha irmã, até ela começar a enlouquecer e falar um monte de coisas. Quando ela disse que eu não precisava estar ali, naquele estado de humilhação, porque eu tinha plano de saúde, elas de repente começaram a mudar de humor. Ficaram todas boazinhas e a minha irmã, morrendo de raiva, pediu os papéis para a minha alta, porque ela me levaria pra outro lugar. Ela assinou um termo de responsabilidade por estar me retirando do PS e nós fomos embora.

Eu sempre pensei que a saúde era deficitária somente no sistema público, mas com todo esse meu problema, eu vi que o mal, no nosso Estado, é generalizado. Quando cheguei à primeira clínica que atendia pelo meu convênio, disseram que não teriam suporte pra ficar comigo lá. Fui para outra, que é especializada apenas em atendimento de emergência e, ao invés de me encaminharem para um hospital para que eu ficasse internado, eles praticamente me internaram 4 dias na emergência do Pronto-Atendimento. Por lá, durante esses dias, ainda fiz um exame de tomografia cerebral e dois médicos neurologistas fizeram, literalmente, uma “visitinha de médico”. Viram a tomografia e disseram que eu não tinha nada demais, mesmo vendo meu estado. Diziam que isso devia ter sido um probleminha de hipoglicemia ou um simples mal estar. Os dias iam passando, eu não melhorava em nada, e mesmo assim eles não investigavam nada mais a fundo. Deram-me alta depois de todos aqueles dias lá e, como eu estava meio sujo ainda, porque tinha vomitado muito e só tinha trocado a roupa, minha mãe resolveu me dar um banho, até porque nem forças pra fazer isso sozinho, eu tinha. Na verdade, não tinha forças pra nada! Foi quando ela jogou um pouco de água morna (“quebrada a frieza”, como dizem) do meu lado esquerdo. Na mesma hora, eu falei para a minha mãe que eu não sentia nem o braço e nem a perna esquerda. Ela pediu que eu agüentasse firme, me levou até a sala, me vestiu de novo e fomos pro mesmo Pronto-Atendimento em que eu fiquei os 4 dias. Cheguei lá cedo, ainda 9 ou 10 da manhã. O primeiro a me atender foi um clínico geral. Nós explicamos o que tinha acontecido e ele me pediu que andasse. Nisso, eu dei dois passinhos e ele já foi logo dizendo: “Ele não tem nada não... mas já que vocês insistem, eu vou chamar o neurologista.”. Fiquei esperando o médico neurologista até as 3 horas da tarde. Depois que me viu, me pediu pra consultar uma otorrinolaringologista, que ele só tinha visto uma sinusitezinha na tomografia e que fora isso eu não tinha nada. Fiquei lá ainda até a noite, tomando soro.

Nós voltamos pra casa e mesmo assim, volta e meia os meus membros perdiam temporariamente a sensibilidade, paralisavam. Daí então, nós começamos a procurar vários neurologistas. Todos foram pagos, na faixa de 200 reais, porque meu plano de saúde não tem neurologistas e nem neurocirurgiões conveniados aqui no Acre. Todos faziam a mesma coisa: mal olhavam na minha cara, só escreviam; uns poucos faziam exames de reflexo, passavam uns remédios... e nada me fazia melhorar. Em casa, eu passava o dia inteiro deitado, sentindo dores de cabeça durante todo o dia. Na maioria das vezes, eu tinha que ir ao hospital para tomar remédio pra dor de cabeça injetado na veia, soro e remédio pra poder conseguir dormir. Tinha muita confusão mental durante o sono, sonhos absurdos. Mas absurdo mesmo foi a conduta de um dos médicos neurologistas: ele disse que eu estava num processo depressivo e me encaminhou pra um psiquiatra.

No decorrer desse tempo, minha mãe contava minha história aos conhecidos e todos desconfiavam de um “derrame” (AVC – Acidente Vascular Cerebral). Todos os sintomas batiam. E todos esses conhecidos, mesmo leigos na medicina, tinham o diagnóstico na ponta da língua, enquanto os médicos diziam que eu não tinha nada, ou tinha problemas emocionais. Quando chegamos ao psiquiatra, Dr. Jomar, que foi um dos anjos nessa nossa trajetória, ele começou a conversar comigo. Ou pelo menos tentou, porque eu não falava direito, balbuciava as palavras. Nós explicamos a ele que tínhamos ido a vários neurologistas e que nenhum pedia um exame mais detalhado pra saber o que eu poderia ter. Dissemos ainda que eles não esgotavam as possibilidades de algo mais grave pra depois sim pensar em algo de fundo emocional. Foi então que o Dr. Jomar falou que preferia pecar pelo excesso de zelo do que pela falta. Ele disse não via nenhum problema psiquiátrico aparente em mim, e que me encaminharia pra outra médica neurologista clínica, com o encaminhamento de um exame, a ressonância magnética. Mas mesmo assim, ele não deixou de ligar sempre, perguntando como eu estava, dizendo que ia consultar alguns neurologistas amigos dele.

Mas enfim... fomos nessa tal médica, pagando, e mesmo assim ela foi super grosseira comigo, e principalmente com minha irmã e minha mãe. Pediu pra fazer um exame que, posteriormente, nós descobrimos que era desnecessário e imaginamos que ela havia prescrito apenas, porque a única clínica que fazia esse exame era dela, era ela quem executava o exame e, logo, ficaria com o dinheiro. Fiz a ressonância magnética e foi outro caos para que o laudo fosse feito. Pelo plano de saúde, demorariam 8 dias e pelo SUS, 20 dias. Ou seja, se a pessoa tem algo grave, que necessita de um diagnóstico rápido, ela morre e só recebe o laudo pra saber qual a causa da morte pra pôr no atestado de óbito. A minha irmã foi até a clínica radiológica e implorou para que o médico fizesse o laudo do exame em menos dias, porque já havia dias que eu estava mal, sem nenhuma assistência médica satisfatória.

Graças a Deus, 3 dias depois o laudo estava pronto. No dia, eu tinha uma consulta marcada com a Drª. Gene, outro anjo que favoreceu a minha recuperação e uma dos poucos profissionais que respeitam o juramento que fazem ao se sagrarem médicos. Enquanto eu aguardava a minha vez no consultório da Drª. Gene, a minha irmã, que já tinha lido o laudo do exame e acusava uma trombose venosa cerebral (um tipo de AVC) acompanhada de uma hemorragia subaracnóide, foi ao consultório da neurologista para que ela lesse o laudo e dissesse qual seria a conduta médica adotada. Ela, mesmo com o laudo mostrando qual era a doença explicando tudo, teve a petulância de dizer que só leria o laudo e faria a conduta se tivesse o outro exame, aquele que eu citei acima. Isso que nos reforçou a idéia de que ela só queria lucrar com a minha doença.

Descobri que a trombose poderia ter várias causas, inclusive a sinusite que eu sempre tive. E aí, deu na telha da minha mãe contar toda a minha história pra Drª. Gene, que é otorrinolaringologista. A esta altura, já estava há 19 dias sem diagnóstico (e, por conseguinte, sem tratamento), vendo tudo duplicado e muito estrábico, em decorrência da doença. A Drª. Gene arregalou os olhos com as coisas que a minha mãe foi contando e disse que não sabia como eu estava ali, aparentemente bem e podendo caminhar. Disse também que esta doença era muito grave e que na maioria dos casos o paciente ia a óbito e, quando escapava, ficava com seqüelas gravíssimas. Mais que imediatamente, ela mandou me internar e, mesmo sendo otorrinolaringologista, disse que ia conversar com um colega neurologista pra me avaliar. Para minha surpresa, esse colega dela era um dos médicos que já tinha me visto no Pronto-Atendimento de Emergência que eu havia ficado 4 dias e que disse que eu não tinha nada.

Fiquei internado no hospital quase dez dias: desses dias, a Drª Gene apareceu em todos para perguntar como eu me sentia, ver como eu estava; esse colega dela apareceu uma vez só, quase às 11 da noite, falando um par de coisas difíceis no linguajar médico, com todo mundo dormindo e eu sedado. Ele me mandou fazer o exame que havia na indicação do laudo da ressonância, que era a angiorresonância magnética, um exame mais detalhado. Eu fiz, mas ele nunca chegou sequer a vê-lo.

Quando voltei pra casa, comecei a ler a respeito da trombose, vi que era uma coisa seríssima e que Deus mesmo que tinha me livrado daquilo. Foi quando Ele começou a mostrar que aqui, eu só estava perdendo tempo e que eu ainda corria risco de morrer. Deus abriu as portas e eu fui pra Goiânia, com a cobertura dos gastos feita pelo plano de saúde.

Pra resumir, lá, o tratamento é outro. Os médicos tratam você como gente, e não como indigente. Não só os médicos, como também as enfermeiras, auxiliares, e até as faxineiras (risos). Todos se interessam pela sua vida, pela sua integridade física e emocional. Tanto que no mesmo dia que eu cheguei a Goiânia e fui me consultar, o médico já pediu logo que eu me internasse e fizesse outra angioressonância, porque a que eu havia feito aqui, a imagem não era nítida, e que se ele me deixasse ir embora, estaria sendo negligente com a minha vida. Lá, em questão de tratamento, exames e tudo, é muito diferente. Acho que até a saúde pública, que é sempre um problema pros governantes, apesar de lá a cidade ser grande, a situação dela é melhor do que a daqui.

Agora tenho o devido tratamento. Embora eu tenha que desembolsar um dinheiro para alguns exames que são caros, descobrir a causa da doença (dependendo do que for, ter que tomar remédios anticoagulantes a minha vida inteira), hoje eu estou muito feliz, apesar dos problemas. Mas eu fico pensando nas pessoas que não têm as mesmas condições que eu tive. Eu não sou rico, mas graças a Deus nós tivemos condições de conseguir este tratamento em Goiânia. Mas e se isso tivesse acontecido com alguém muito pobre, que não tem condições sequer de pagar um plano de saúde? Ter que depender de médicos que não se empenham em reciclar seu conhecimento acerca das novas técnicas e tratamentos da medicina, que pensam que já sabem de tudo e que só olham pra cara das pessoas pra dizer que estão ou com virose ou com um problema emocional? Ah, coitada! Essa já teria entrado pras estatísticas das mortes por “causas naturais” do ano. Mas nós nunca devemos esquecer que vidas são vidas e que nunca devemos tratá-las meramente como números ou estatísticas. E fico contente de poder desfrutar da minha, ao lado das pessoas que eu amo.

Essa doença me fez refletir sobre muita coisa: sobre continuar morando aqui em Rio Branco, apesar de amar essa cidade... e, inclusive, sobre toda minha vida, sobre as minhas atitudes, sobre como tenho levado tudo até aqui. Aprendi, com certeza a valorizá-la. E eu gostaria muito que os médicos daqui também soubessem valorizar as suas próprias vidas e também as vidas que passam pelas suas mãos. Porque, eles parecem se esquecer que as vidas que eles cuidam não são apenas mais cifrões no final do mês na conta bancária, mas sim pessoas, pais de família, mães, filhos, que têm muitas suas famílias e amigos que as amam e que ficam muito tristes quando estão doentes e ficariam desolados se morressem. Ah, e também gostaria muito que eles seguissem o exemplo de outros médicos de fora, que trabalham em equipe. Seria bom que eles não esquecessem nunca que “duas cabeças pensam bem melhor que uma”.

Mas, pra finalizar, quero deixar uma frase que sirva de lição a todas as pessoas que reclamam da vida e dos seus problemas. Numa certa ocasião, eu disse pra um dos meus médicos lá de Goiânia, quando ele falou que eu poderia ter uma mutação genética rara e que eu poderia ter que tomar remédio o resto da vida: “Doutor, eu prefiro ter vida para ter que tomar remédio do que não ter vida pra dividir com as pessoas que eu amo e deixar de ensinar e também aprender com elas, porque a vida não tem preço!”.

11 comentários - Não seja tímido... falaê!:

Paulo Victor said...

a vida quase sempre prega peças na gente não é?
pelo que vc contou, tudo foi muito rápido na sua vida. em questão de 2meses tudo mudou por aí. cê passou por uma barra, dentro de hospitais e consultórios. teve contato com bons e principalmente maus médicos.
viu a morte de pertinho.
mas tá aki. passou por essa sem desistir. foi difícil não foi? é, acontece. aconteceu.
mas tudo passou, porque tudo passa e tudo passará o/
também passei por uma esperiência dessas. não comigo, mas com um amigo que pra im foi um irmão de verdade cara. ele não ficou doente. quis passar pelo que passou por vontade própria. mas isso aí é um assunto meio difícil pra mim falar. ele teve motivos e eu não sou capaz de julgá-lo. mas o que aconteceu, veio pra mudar tudo o que eu pensava sobre a vida.
ele não resistiu. não conseguiu.
mas se era pra ser assim, que fosse. aprendi muito com isso tudo.
^^ quanto a você igor, parabéns por ter passado por esta sem fraquejar sabe.. sem desistir.
cê tá vendo a vida de uma forma diferente agora e isso é bastante importante. e saiba que esta vida aki, é frágil assim como vemos, e por isso é sempre bom estarmos felizes e termos amigos.
amizade pra mim é tudo e sem ela, já começamos errados.
parabéns viu rapaz?
e se cuida tá? =]

Anonymous said...

Cara, se vc não tivesse me contado antes eu num teria acreditado...
A sua história é incrivel, apesar de ser triste. O seu DESABAFO, esse seria o nome certo pra sua produção, é de arrepiar, me emocionei mto com o seu relato...
Lembra do dia q vc me contou o q tinha acontecido? Pois é, eu num eskeci e nem esleço...Fikei mto chocado e orei bastante por vc...
Q bom q Deus ouviu minhas orações...
Agora soh espero q vc possa ficar cada vez melhor...To torcendo por vc...
Um grande abraço...

Anonymous said...

Rico, com as dificuldades a gente vê certas coisas nas nossas vidas e isso sempre nos deixa pessoas melhores.. Vc já era uma pessoa maaravilhosa e agora está melhor ainda!
Viva ao Rico e sua vida riquissimamente mais rica!!

=****

Anonymous said...

Igor... não sabia do que se passou contigo e fico triste ao ver todo esse processo, senti na pele quando meu irmão se acidentou e passou pelo mesmo processo de descaso que você: dois meses na fila do SUS pra fazer uma cirugia no femur que evitaria que a gordura do osso se esvaisse para o sangue podendo causar o entupimento de veias... sofremos muito com isso, e sem convenio tivemos que ratear os custos com hospital particular, o que nao foi barato. Agora nos fica uma missão enquanto cidadãos e principalmente enquanto profissionais formadores de opiniões na sociedade, lutar contra as injustiças e contra as falsas imagens de que tudo vai bem... Li todo seu texto e espero que vc esteja melhor... apesar de qualquer coisa estas situaçoes nao desejo a ninguem...

Melhoras, se possivel te visitarei na minha proxima ida a Rio Branco... saude, melhoras...

Giovano

Anonymous said...

Obrigado papai do céu pelo lindo amigo!
TE AMO QUERIDÃO!

http://pulchro.blogspot.com/

Tailini said...

ah,Igor ;/
Triste isso né?Chega até deprimir quando penso nesses 'profissionais' que existem no Brasil,possivelmente no mundo :S
Mas olha,tem uma coisa que sempre escutei,a gente pode, e deve tirar uma boa lição de tudo.E pelo visto com tudo o que aconteceu,você passou a valorizar mais a sua vida,o valor de muitas vidas.^^
Boa sorte na vida,em tudo gatinho
:*

♥

Luiz Korsakoff said...

Apesar de grande, li o post todo e não imaginava que o assunto fosse tão grave (como te disse a primeira vez que conversamos após você ter voltado pra ufac).

Graças a Deus por toda a sorte que você teve e pelo sucesso no tratamento e o diagnóstico correto a tempo de não ter deixado sequelas.

Fico muito feliz pelo teu retorno e te desejo MUITOS anos de vida com todo o respeito que qualquer pessoa merece.

Não deixei de me indignar com sistema de saúde acreano, público ou particular, estamos longe de ter um atendimento de acordo com o que nos é prometido pelos fornecedores do serviços. Já tive que contar com o sistema público por duas vezes, e se possível espero nunca mais ter que passar pelas mãos dos açougueiros que lá trabalham.

Abraços, felicidade, sucesso e muita saúde meu nobre!

Bryce said...

Hômi, tu é o cara!

=***

TRANSMIX said...

Poxa amiguinho , eu tava acompanhando tua trajetoria pelo teo orkut e torcendo p vc melhorar, estou feliz de saber q vc está bem ,muita força e fé, super bjo

Keth said...

Igor, sinto por tudo que aconteceu e me felicito por vê-lo lidar com isso tudo com esta destreza.

Confie sempre em Deus!!!

E se precisar de algo que esteja ao meu alcance, pode "gritarrrr" que eu vou.

Bjos querido!!!

Pablo said...

Igor ... meu querido, fiquei chocada pelo ocorrido. Graças a DEUS vc está bem. E infelizmente isso que aconteceu nos hospitais e profissionais q vc passou não me causa tanto espanto. INFELIZMENTE a gente ve isso na tv todo dia.. mas é indiscutivelmente cruel qdo acontece com um dos nossos.
Vc teve uma nova xance de vida, aproveite-a com sabedoria e mtooooo amor e esperança que as coisas neste pais possam mudar um dia.
Nem vou dizer.. fica com Deus, pq com certeza Ele está com vc :)

Beijocas da sua amiga paranaense Paty