Ouvindo ultimamente...

Friday, October 17, 2008

Passando o espanador

Nossa! Tá bem empoeiradinho esse blog, né? Em decorrência dos últimos acontecimentos, eu deixei meu bichinho de lado, mas cá estou outra vez.

O que eu tenho feito de tão interessante assim?! Ah, estou em recuperação do AVC que eu sofri (que vocês conferiram no post anterior), com algumas limitações...

Mas, fora isso, estava fazendo um monte de coisas na organização da 2ª Semana Acadêmica de Comunicação. Nossa, pensei que só meu cabelo que era de Bombril, mas descobri que consigo ter mil e uma utilidades (trocadilho infame). Durante essa Seacom, que começou no dia 13 de outubro (segunda), eu fui webdesign, cinegrafista, fotógrafo, "enqueteiro", repórter, editor de texto, de imagem, produtor, comentarista... nossa, nem lembro do resto de tanta coisa que eu fiz. Acredito que foi um sucesso. Acho que mais até do que eu esperava. Aconteceram alguns infortúneos (que já é do conhecimento de todos e não preciso e nem quero mais comentar), mas nada que atingisse os brios de um trabalho muito bem feito, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos, em diversos aspectos. Acho que tudo isso aproximou a turma organizadora, do sétimo período, da qual faço parte. Ah, claro... e é bom sempre agradecer todos aqueles que ajudaram, direta ou indiretamente, para que este evento se tornasse possível e espero que os demais alunos continuem fazendo outras Semanas Acadêmicas de Comunicação. Isso é primordial, minha gente, ainda mais num estado onde há pobreza em discussões acerca do tema, onde ele é esquecido. Nossa, vai ser uma alegria deixar este legado: empolgar outras turmas na mobilização de uma terceira, quarta, quinta... Seacom.

Agora, mudando de assunto, mas não totalmente! Falando em Jornalismo...

Estava conversando com amigos hoje, depois da última palestra da Seacom, e comentei algo que está maquinando na minha cabeça durante dias (coisas que a ócio traz): "Se você não faz seu nome no meio jornalístico do estado hoje enquanto você está na acadêmia, fora dela é muito difícil você conseguir uma oportunidade". Pode ser até uma visão nada pragmática, mas acho que a maioria dos estudantes concorda com isso. Minha gente, eu fico super feliz em ver meus colegas de classe, galgando por espaço e já trabalhando na área. Uns na TV, outros em Assessoria de Imprensa, outros no Rádio...

Fico pensando: será que eu ainda tenho tempo? Estou "impossibilitado" de trabalhar, por não poder andar de ônibus, de acordo com recomendações do médico. Não tenho carro e, se tenho conseguido ir para aula, tem sido graças a caronas. Imagine trabalhar!? Já estou no sétimo período e, diferentemente da maioria dos meus colegas, desses que já trabalham na área de algum modo, eu não tenho meus contatos, nem muito menos nomes de influência ao meu favor. Agora, o que fazer?! Tive que dispensar 6 propostas de emprego nesses últimos 6 meses, por conta da doença. Será que ainda me resta tempo pra que eu possa me encaixar em algo? Será que eu não sou bom o suficiente? Meu destino é fazer estudar pra concurso público e desistir de tudo isso? Largo tudo pra virar cantor? Viro hippie? Oo

Eu sei que a gente tem que viver o presente, mas eu vivo com um pezinho aqui e o outro no amanhã. É estranho, mas é coisa minha. O que me consola é que, o que for pra ser meu, vai ser. Porém, meu medo, é que o "meu" não surja ou não seja algo bom. rs Espero que dê tudo certo. Às vezes, quanto tô abstraindo esse tipo de coisa, cai a ficha de que eu tenho que levar em consideração que, graças a Deus, eu ainda tenho vida, posso fazer planos e nunca vão me tirar o meu mais precioso bem: a vontade de vencer!



Acho que vou me tornar adepto da
filosofia "Se nada der certo, viro hippie".

3 comentários - Não seja tímido... falaê!:

TRANSMIX said...

que nada amiguinho, deixa a ansiedade de lado, tudo tem seu tempo, e o que é nosso, È NOSSO,voce passou por momentos dificeis, se aqui voce ficou, então é poruqe ainda vai incomodar muito...
Abraços
JUsta !

Bryce said...

Eu também estou nessa. Se eu chegar aos 30 e nada de surpreendente acontecer, vou comprar um violão, umas roupas coloridas e parar de fazer a barba e cortar o cabelo. Viro hippie "mermo"! x)

Anonymous said...

Humm. Ansiedade. Sou suspeito para comentar algo sobre.
Prefiro comentar sobre hippie. Um domingo a noite estava eu e alguns amigos da faculdade andando pelo Ibirapuera Parque (assim acho mais chique dizer), ouvimos umas batucadas e um povo cantando. O som vinha do alto de uma árvore.
Alguns hippies namorando. Enquanto outros cantavam e tocavam.
Achei o momento lindo. Depois julguei-os de retardados.
Hehehehehe!


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